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A DIFÍCIL ARTE DE ESCOLHER CAMINHOS E MANTER A IMPARCIALIDADE CORRIGINDO AS LENTES DA MIOPIA

  • 19 de mai.
  • 3 min de leitura

ENTRE NOSSAS ESCOLHAS SEMPRE EXISTE O CAMINHO DO MEIO


Entre a inovação e as disrupções, a dicotomia entre o analógico e digital se faz presente no imediatismo do mundo um dever de presença, de posicionamento e de escolha. Desde sempre trabalhando com as discrepâncias, desejos e escolhas dos consumidores, dos amantes, dos profissionais, trabalho com a compreensão e predição do comportamento do ser humano.


Entender o que são tendências, o que veio para ficar, o que passou apenas como moda e o que nem surtiu efeito. Sempre em movimento: as necessidades, os desejos e a atualização de nossas capacidades para gerir nossas buscas.


Chegamos no mundo observando, repetindo, aprendendo. Temos padrões mais difíceis de serem mudados, questões de base que dificilmente cederão às mudanças drásticas, mas de certa maneira estamos sempre em busca do aprimoramento. Com a transformação do mundo vigente em uma estrutura virtual, acelerado pelo desaparecimento dos modelos que usufruíamos – não houve muita escolha na transição. Algumas inovações pegaram carona, outras se estabeleceram na oportunidade que navegaram transpondo velhos hábitos e desbravando as novas formas de entrega e satisfação de um público que perdeu a possibilidade – embora momentaneamente de estabelecer contato direto com o fornecedor, sua marca, amigos...


O mundo da pesquisa de mercado foi fortemente abalado pelas novas demandas e ofertas que surgiram neste cenário virtual e possível. O mundo não podia parar, as vendas não podiam parar, o homem não podia renunciar às relações. Tínhamos que entender como alcançar e envolver as pessoas neste novo mundo, como nos relacionar, ser continente e criar soluções de modo a estabelecer os novos parâmetros e convencer a todos de que a vida segue o jogo.


Conceitos mudaram, o presencial passa a não ser mais mandatório. O que ao longo das décadas já vinha tomando corpo, agora já nem faz mais sentido. Impressionante os avanços e o quanto houve substituições relevantes em nossas tarefas diárias que nos apoderaram de nosso tempo – atributo cada vez mais valorizado e escasso que, também devido à tecnologia e afins, vem roubando nossa privacidade e tempo de descanso/qualidade. Penso na riqueza de instrumentos que foram incorporados à pesquisa de mercado. Os grupos focais presenciais diminuíram nos planejamentos de pesquisa.


Por um lado, conseguimos realizar os grupos on line em menor tempo (tanto de deslocamento quando de execução), com um custo bastante diferenciado, não temos mais problemas de trânsito, deslocamento, além de conseguimos convidar para o mesmo evento pessoas de todo o país, o que muitas vezes torna bem rica a discussão, mas perdemos aquele contato visual, as nuances de como sentam, postura, e reação aos comentários que só conseguimos captar presencialmente.


Deixamos de lado as transcrições manuais onde contratávamos uma pessoa que entrava conosco na sala e depois de uns 2 dias entregava a transcrição. Hoje em dia, com a IA conseguimos as transcrições imediatamente após o encerramento do grupo, além de um resumo de todo o conteúdo discutido!


Com uma infinidade de dados soltos por aí alguns coletados outros jogados, as empresas têm buscado formas de acessar e se conectar às necessidades, comportamentos, desejos e coração dos consumidores. Mudaram as ferramentas, técnicas, estruturas, ambientes, plataformas, mas as perguntas continuam as mesmas: você está satisfeito com o Produto? Atendimento? Serviço? Informação? O que não muda são os protagonistas: alguém compra, alguém vende, relações costumam ser estabelecidas, vínculos, sentimentos: satisfação, arrependimento, ...


Com a pressa na mudança do modus operandi do universo, aliada à necessidade de sobrevivência e convivência com o novo, a nova ordem mundial foi estabelecida.  Mas as métricas utilizadas, não necessariamente estão medindo os resultados entregues ao consumidor, a relação entre a empresa e o ser humano.


Este vínculo ainda mantém características básicas humanos, que devem ser estudadas, entendidas e consideradas quando se analisa a saúde da marca e da empresa como um todo.


Deixo uma provocação no final deste texto: o quão distante a visão que o consumidor tem da sua marca/produto está do desempenho real da marca? Existe uma relação entre o olhar interno e o externo de sua marca?



 
 
 

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